quarta-feira, 28 de abril de 2010

A Mulher que Teme ao Senhor deve ser Honrada.

Enganosa é a graça, e vã, a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa será louvada. Provérbios 31.30.
  • Quando criança uma das festas que mais gostava era o dia das mães. Para aqueles que não sabem nasci na roça, zona rural de Presidente Médice Rondônia, vim ao mundo pelas mãos abençoadas de duas parteiras muito queridas a mim.
  • Na roça também foi a minha primeira infância, tempo de paz e liberdade e nesse período uma das melhores lembranças com certeza eram as festas do dia das mães. Eram dias inteiros de festas, que mobilizavam toda a comunidade, tinha almoço, apresentações teatrais, doces, bolos e muito choro.
  • Ainda bem pequeno recordo-me de ver minha irmã mais velha ansiosa ensaiando uma poesia para apresentar na festa. Foi tanto ensaio que nunca mais me esqueci do poema, olha que eu tinha menos de cinco anos. “A lâmpada que o homem inventou é usada só para um fim, eu tenho uma lâmpada melhor bons ensinamentos ela trás para mim. Esta lâmpada não falha, ela é a luz da minha vida, esta lâmpada é você minha mãezinha querida”. Antes que você pense alguma coisa, quero defender o autor dizendo que o importante é a rima dos sons e a exaltação da figura materna, a profundidade da letra quem vai ousar questionar? Esquece. Ela não é tão relevante.
  • É provável que você também tenha as suas lembranças dessa data. Algumas famílias costumam se reunir para almoçar, outras tem o hábito de presentear as mães, as escolas homenageiam essa figura mitológica e os filhos pelo menos nessa data demonstram um pouco de carinho e respeito por sua genitora. Respeito este, que são evidentes nas páginas das Escrituras Sagradas. Muitas mães nas Escrituras recebem destaques honrosos pela importância que tiveram na vida espiritual dos seus filhos. Dessa forma creio que o dia das mães é uma importante data para honrarmos as mulheres que temem ao Senhor.
  • Pois de acordo com o texto citado acima a mulher que teme ao Senhor deve ser honrada. E a primeira questão que destacamos neste versículo é com relação ao TEMOR do Senhor. As promessas que Deus faz a aqueles que o temem são tão surpreendentes que a intimação para temer a Deus e a convocação para a esperança em Deus são inseparáveis. O temor e a esperança são duas realidades que caminham juntas nas Escrituras. Sobre isso o salmista no Salmo 33:18 diz: "Os olhos do Senhor está sobre aqueles que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia." No Salmo 147:11, "O Senhor tem prazer naqueles que o temem, nos que esperam na sua misericórdia."
  • Uma mulher que teme ao Senhor, não foge de Deus para satisfazer seus desejos e aliviar suas ansiedades e tensões. Uma mulher que teme ao Senhor procura andar nos caminhos do Senhor, vivendo não mais as suas vontades, mas tendo prazer na Lei e na direção do Senhor. Ela vai aguardar no Senhor. Ela vai esperar em Deus diante das dificuldades e dos desafios que tem que enfrentar no seu dia-a-dia. Ela vai ficar perto do coração de Deus e confiar em suas promessas, em sua Palavra.
  • O segundo ponto que gostaria de destacar nesse texto, é o fato das Escrituras nos estimulam a louvar ou elogiar a mulher que teme ao Senhor. Mas por qual razão temos que fazer isso? "Enganosa é a graça e a beleza é vã, mas a mulher que teme o Senhor é digno de ser louvado" Porque este elogio é tão importante? Destacamos oito razões para isso.
  1. O elogio faz com que a mulher se sinta honrada e feliz por estar vivendo segundo os padrões do Senhor.
  2. Deus é honrado quando nós elogiamos a mulher que teme ao Senhor, pois quando assim o fazemos em ultima instância louvamos a Deus.
  3. Uma mulher que teme ao Senhor deve ser elogiada porque ela tem colocado a confiança e segurança no Senhor. Pois aqueles que temem o Senhor também são os que esperam nEle.
  4. Uma mulher que teme ao Senhor deve ser elogiada por não viver ansiosa com o futura. Quando uma mulher teme ao Senhor, ela não viverá preocupada com o amanhã, ela vai fazer o que Deus designou para ser feito e confiar em Sua misericórdia.
  5. Uma mulher que teme ao Senhor deve ser elogiada pela sua sabedoria. Versículo 26, "Abre a boca com sabedoria, e o ensino da benevolência está na sua língua". Todos nos sabemos que "o temor do Senhor é o princípio da sabedoria" (Provérbios 9:10), portanto não é nenhuma surpresa que a mulher que teme ao Senhor "abre a sua boca com sabedoria". As pessoas mais sábias são as pessoas que esperam no Senhor e que nEle aprendem a acalmar sua alma como uma criança no conforto dos braços de sua mãe.
  6. Uma mulher que teme ao Senhor deve ser honrada porque é uma mulher forte. Versículo 25: "A força e a dignidade são os seus vestidos." Versículo 17: "Ela cinge seus lombos de força e faz os braços fortes." Ela vai ser moralmente forte. Provérbios 23:17 diz, "Não deixe seu coração inveja dos pecadores, mas continuam no temor do Senhor todo o dia." A mulher que vive no temor do Senhor terá poder para resistir a todas as tentações, poder para resistir a inveja, a fofoca, a maledicência, a impureza sexual e os desejos que não deveriam fazer parte do seu coração. O temor do Senhor também irá aumentar sua força intelectual. O temor do Senhor é o impulso de sabedoria e desperta a mente na busca do conhecimento como um tesouro escondido. O temor do Senhor aumenta sua força física e emocional.
  7. A mulher que teme ao Senhor deve ser honrada porque é confiável. Ela não vive somente para si, mas para os outros, especialmente para seu marido, se ela é casada. Versículos 11, 12, "O coração do seu marido confia nela, e ele não terá falta de ganho. Ela lhe faz bem e não mal todos os dias da sua vida." A mulher que teme ao Senhor não desperdiçara o sustento da família em compras fúteis, mas terá a total confiança de seu marido, porque ela é para ele e não contra ele. Sempre que possível, ela complementa o seu salário e não o desperdiça. Mas, mulheres, muito mais importante que esse apoio financeiro é o apoio moral ao seu marido. O versículo 23 diz: "Seu marido é conhecido nas portas, quando se senta entre os anciãos da terra." Provérbios 12:4 reforça e esclarece essa idéia dizendo: "Uma boa esposa é a coroa do seu marido, mas a que traz vergonha é a podridão de seus ossos." A mulher que teme ao Senhor, aumenta o respeito de seu marido na sociedade em que ele esta inserido.
  8. Uma mulher que teme ao Senhor vive para o bem dos que passam por necessidades. Versículo 20: "Abre a mão ao pobre, e estende as mãos aos mais necessitados." Não importa se casada ou não, mas a mulher que teme ao Senhor compreendeu que Deus está próximo e Ele é a garantia do seu futuro por meio do seu cuidado providencial. Por essa compreensão ela se aproxima daqueles que mais precisam de ajuda e estende as mãos.
  • Quero concluir dizendo que este texto deve motivar as mulheres a temer ao Senhor e viver como essa mulher cumprindo a exemplo dela o seu papel. Eis aqui um modelo para todas as mulheres, casadas ou não. Além disso, este texto nos leva a louvar a Deus pela vida dessas mulheres piedosas e virtuosas e para os Filhos e Maridos é um estimulo para o elogio e reconhecimento no lar.

domingo, 28 de março de 2010

Encontrando Consolo em Cristo nas Lutas do Cotidiano.

“E Jesus estava na popa, dormindo sobre o travesseiro; eles o despertaram e lhe disseram: Mestre, não te importa que pereçamos? E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Acalma-te, emudece! O vento se aquietou, e fez-se grande bonança. Então, lhes disse: Por que sois assim tímidos?! Como é que não tendes fé? E eles, possuídos de grande temor, diziam uns aos outros: Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem.”
  • O conhecido Psicanalista Sigmund Freud, que era judeu, porém ateu, disse certa vez que Deus não existe, pois ele (Deus) não passa de uma invenção humana.
  • E não muito tempo depois da afirmação de Freud o filósofo Fiedrich Nietzsche chegou à mesma conclusão de Freud, afirmando pouco antes de sua morte que “nós matamos a Deus, eu e você o matamos, Deus está morto” disse Nietzsche.
  • Logicamente, se esses homens estivessem certos em suas afirmações, não haveria para a humanidade esperança. Pois se Deus não existisse como afirmou Freud ou se estivesse morto com disse Nietzsche, não só perderíamos todo referencial de verdade, de ética, de justiça de moralidade, como também estaríamos desprovidos de todo conforto, consolo e sustento providencial fruto da bondade e do cuidado de Deus.
  • Mas graças a Deus porque a Bíblia e a história nos mostram que Deus não é fruto da invenção dos homens, que ele está vivo governando com todo o seu poder o mundo criado. E é sobre isso que trata o texto citado acima, o qual nos ensina que nas dificuldades cotidianas Cristo, o Deus encarnado, será sempre auxilio e fortaleza para aqueles que confiam nEle. Nas dificuldades cotidianas podemos buscar abrigo e consolo nas misericórdias de Cristo, nEle sempre encontraremos ajuda para as dores e tristezas que afligem os nossos corações.
  • É inegável que a dor, a angustia, a crise na alma, a ansiedade, a depressão fazem parte do cotidiano dos homens, mesmo daqueles que já conhecem a Cristo.
  • Todos os homens e inclusive os crentes são confrontados com o sofrimento em seu dia-a-dia; sejam eles ricos ou pobres, negros ou brancos, amarelos ou índios, não estão isentos de infortúnios cotidianos. Sejam esses problemas causados diretamente pelo pecado de Adão, pelo nosso próprio pecado ou pelos pecados de outros contra nós, mas enquanto vivermos neste mundo caído enfrentaremos sofrimentos.
  • A Ciência avança, a medicina se torna cada vez mais competente em varias áreas, a tecnologia se torna quase indescritível em nossa época. Mas em contra partida a solidão do homem, o desespero de alma, a dor das tragédias não podem ser totalmente aplacadas com essas descobertas humanas e a grande frustração dos homens e exatamente isso, terem grande capacidade de criação, mas ao mesmo tempo serem tão frágeis, suscetíveis as mais variadas dificuldades sobre as quais não conseguem dominar completamente.
  • Portanto, o que traz alento, o que traz consolo, o que traz paz e esperança ao nosso coração e a verdade de que diante das lutas pelas quais passamos; diante das dificuldades e dos desafios diário que enfrentamos não estamos sozinhos. Não estamos sem amparo, não estamos abandonados à deriva no mar da solidão.
  • Mas temos conosco um Deus presente e real, que por meio e por causa de Cristo Seu Filho, luta por nós e junto conosco, um Deus que guerreia as nossas batalhas e que entende a nossa a nossa dor. Perceba que o Evangelista Marcos inseriu o texto num contexto de milagres espetaculares, veja que num contexto mais remoto Ele mostra Jesus acalmando a tempestade, e descreve toda a preocupação que Ele teve com os discípulos em alto mar.
  • E no contexto anterior ao nosso texto encontramos a história desse homem completamente selvagem, que vivia dominado por espíritos malignos e ninguém podia libertá-lo, nem mesmo mantê-lo aprisionado, por isso ele vivia dia e noite gritando entre os sepulcros e ferindo-se com pedras.
  • É evidente que a convivência desse homem com a sociedade se tornou impossível devido à sua agressivi¬dade e todas as tentativas em domina-lo para mante-lo em lugar seguro e confortavel foram frustradas pelo proprio possesso.
  • E na seqüência desses dois relatos nós temos a história de Jairo, uns dos principais da sinagoga, um fariseu provavelmente muito religioso e que deveria ser bastante conhecido naquela região. Agora ele rompe com seus preconceitos, com seus medos, com suas humilhações e se prostra aos pés de Jesus suplicando-lhe um milagre em favor de sua filha.
  • A Historia de Jairo foi interrompida, para que o autor descrevesse a historia de uma mulher sem nome, uma mulher marginalizada, sem vida social, provavelmente com poucos amigos, uma mulher que há doze anos estava sofrendo de uma hemorragia constante, crônica, incurável, e que havia padecido nas mãos de vários médicos, gastando tudo o que tinha. Não sabemos qual a dimensão de suas posses, mas sabemos que essa mulher se encontrava frustrada porque não tinha mais dinheiro para continuar o seu tratamento. E mesmo gastando todo o seu dinheiro com os médicos, nenhum deles conseguiu encontrar a cura para a sua enfermidade.
  • Mas o que essas 4 histórias descritas por marcos tem em comum?
  • Perceba que o clímax dessas histórias esta na incapacidade, na incompetência dos homens em lidar sozinhos com as suas próprias lutas, em guerrear sozinhos as suas próprias batalhas. Todos os quatros relatos descrevem a falência e ineficiência humana diante de acontecimentos cotidianos. Os discípulos eram incapazes de acalmar a tempestade e salvarem as suas vidas. O povo era incapaz de libertar ou até mesmo manter preso um homem endemoniado. Nenhum médico era capaz de curar uma mulher com fluxo de sangue, e, naturalmente nenhum poder do universo era capaz de ressuscitar dentro os mortos uma menina! (exceto o poder de Cristo).
  • Dessa forma o texto apresenta à incapacidade, a insuficiência, a inabilidade, a inépcia dos homens diante dos problemas que os assolam e ninguém será capaz de ajudá-los diante de suas dificuldades e lutas se não houver uma intervenção direta da parte de Deus manifestando o seu favor. O consolo humano, só será consolo quando Ele vier acompanhado do consolo divino. O texto nos ensina que não somos autônomos, independentes de Deus, pelo contrário, somos criaturas frágeis e completamente dependentes do nosso criador. Dependentes do Cristo vivo, pessoal, relacional, que está profundamente interessado nos homens e em suas necessidades.
  • Foi assim no texto da tempestade em alto mar, no texto do homem endemoniado, onde Cristo toma a decisão de se aproximar desse que aos olhos dos Judeus era pagão e impuro por viver entre os mortos. Foi assim com Jairo, diante uma multidão de pessoas Cristo lhe dá atenção, foi assim com a mulher hemorrágica, a quem Cristo insiste em conhecer. Mostrando-nos que o Deus Criador é também aquele que deseja proporcionar o bem estar de sua criação. Precisamos reconhecer nas nossas lutas cotidianas a nossa total dependência de Cristo.
  • Eu quero ilustrar o que estou dizendo citando o capitulo 38 de Jó o qual é belíssimo e nos ensina muito sobre a nossa ignorância e pequenez, Deus confronta a Jó com sua limitação e impotência. E Deus faz isso em meio a sua dor, sofrimento e angustia, exatamente para que Ele notasse que o socorro dele vem do Senhor.
  • Se você é sábio, diga-me onde estava quando Eu lancei os alçicerces do mundo? (...) Sobre o que se apóiam os alicerces do mundo, e quem colocou a primeira pedra dessa construção...? Quem foi que estabeleceu limites para o mar, quando as águas surgiam do abismo? Onde você estava quando Eu tracei limites ao mar, de onde as ondas não podem passar, e disse: Até aqui você pode vir, mas daqui para frente as suas ondas altas e orgulhosas não podem passar!? Por acaso algum dia você deu ordem para o sol nascer e indicou o lugar onde deveria surgir? Quem ensinou as estrelas cadentes o caminho a seguir como se ela tivesse inteligência?”
  • Tanto o texto de Jó como de Marcos, desvenda a nossa total limitação diante da vida, diante das lutas, das dores, do sofrimento, dos desafios cotidianos. E em tudo somos completamente dependentes de Deus. E é justamente nesses momentos de dores, de desespero, de grandes aflições que olhamos para nós e vemos toda nossa transitoriedade, toda nossa pequenez e impotência para solucionarmos os nossos próprios problemas. E para questionar a Deus. É nesse instante que podemos nos aproximar de Cristo sabendo que Ele se interessa por nós.
  • Por essa razão: •Aprenda a buscar socorro em Deus nos momentos de lutas. •Aprenda no seu cotidiano que Deus em Cristo ama os seus filhos, e tem prazer em consolá-los e confortá-los em seus corações. •Aprenda a ter um coração quebrantado diante de Deus, aprenda a rasgar a sua alma e clamar e suplicar ajuda-me Senhor nas minhas limitações, incompetência e falta de fé. •Aprenda a esperar em Deus diante das lutas, pois é dEle que vem o socorro.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

O Deus que prova a nossa fé nas aflições, também nos sustenta nelas.

  • A crença na soberania de Deus faz-nos concluir que a história do homem e do universo criado é primariamente a história de Deus. Ele é o Senhor que controlada e dirigida à história para o fim desejado.
  • O Deus das Escrituras está profundamente envolvido na sustentação das obras de suas mãos, Ele providencialmente cuida de sua criação e executa a sua vontade santa e perfeita em todas as situações. Não somente os eventos bons, mas até mesmo as tragédias estão sob o controle de Deus e cooperam para a sua glória.
  • Talvez voce pergunte: Como Deus pode ser glorificado com as tragédias? Deus é glorificado nas tragédias ao exercer o seu controle absoluto sobre a criação, ao evidênciar a sua justiça e juizo sobre os homens e também proporcinando provisão e consolo para os seus filhos.
  • Porem diante das tragédias faz-se necessário trazer a memoria que somos criaturas, que somos finitos, limitados e por isso não podemos dizer ao criador- O que fazês? Porque faz assim? porque não faz dessa outra forma? Temos que lembrar ainda, que não podemos conhecer de forma exaustiva a mente do Senhor Deus, pois é impossivel o finito conter o infinito. Se isso fosse possivel, logo seriamos iguais a Deus; tendo tanto conhecimento quanto o que Ele tem. Isso me ajuda a dizer: "Bem sei que tudo podes ó meu Amado e nenhum dos seus planos são frustrados . Ainda que com perdas ou com dor eu sempre seguirei a Ti Senhor".
  • No entanto, mesmo tendo esse conhecimento sobre Deus, ainda assim, diante das tragédias muitas vezes temos dificuldades de compreendermos a soberania de Deus. A verdade é que quando somos afligidos por situações semelhantes a do Haiti, do Tsunami, das inundações brasileira, das secas brasileira, a explicação de que Deus controla todas as coisas não soa muito lógica aos nossos ouvidos e nem convicente para o nosso coração. Muitas perguntas e conclusões são feitas tentando explicar ou achar explicações para a dor, para a perda, para o sofrimento. para o caos, para a tragedia. Infelizmente algumas pessoas quando confrontadas com caos acham mais fácil questionar, negar, achincalhar a soberania e o amor de Deus do que aceitar as duas realidades basicas nessa situação.
  • A primeira é que somos limitados em nosso conhecimento sobre o que Deus faz e nem sempre encontraremos respostas dentro da dimensão humana que explique as tragédias. A segunda é que Deus teve as suas razões para não impedir tamanha catástrofe. Razões essas que pertencem somente a Deus e os homens deveriam aceitar a verdade de que Deus soberanamente decidiu não impedir o acontecimento de imenso sofrimento; ainda que ele tenha poder para tal.
  • Em contrataste aos questionamentos dos homens as Escrituras nos falam de um Deus transcendente, que é Senhor, mas que ao mesmo tempo é pessoal, relacional que faz todas as coisas para sua gloria e para o bem daqueles por quem Ele tem amor e que também o ama. É crendo nisso que diante das tragédias procuramos fazer sempre uma leitura Bíblica dos fatos, com o propósito de buscar conforto para os nossos corações e consolar os corações das pessoas que estão a nossa volta. É certo que não conseguiremos jamais encontrar todas as respostas, no entanto algumas delas podem ser claramente deduzidas das Escrituras Sagradas.
  • Quando aconteceu o terremoto no Haiti houve a tentativa de associar a tragédia sofrida por este povo com a sua prática religiosa, magia negra, vudu, macumba, etc. Devemos tomar o cuidado para não sermos precipitados em nossos julgamentos. Pois em ultima instância as tragédias sempre será um misto de julgamento e misericórdia de Deus. Aqueles que não crêem em Cristo, experimentam-na como julgamento, mas os crentes experimentam-na como uma misericordiosa, embora dolorosa, preparação para a glória. Pois nós sabemos que “um só é legislador e juiz - aquele que pode salvar e fazer perecer” Tiago 4.12.
  • É fato que todos nós que habitamos neste mundo caído, sofreremos os desastres naturais, mas para aqueles que se lançam sob a misericórdia de Cristo, estas aflições estão “produzindo neles um peso eterno de glória acima de qualquer comparação” E quando a morte chegar seja de catástrofe ou não, ela sempre será vista como amiga, uma porta que nos conduzirá de volta para casa. Porém, para aqueles que não têm Cristo como seu salvador, o sofrimento e morte são sinais do julgamento de Deus.
  • A conclusão que chegamos é que Deus usa as tragédias para a sua gloria, para o bem daqueles que Ele ama e para o julgamento daqueles que Ele santamente odeia. Em outras palavras, as tragédias mostram a fragilidade humana em contraste com o controle soberano que o nosso Senhor tem sobre toda sua criação. E sendo assim, elas pedagógicamente nos ensinam que devemos nos arrepender dos nossos pecados, pois a morte nem sempre é anunciada e a qualquer momento poderemos nos encontrar com Deus e por Ele seremos julgados pela maneira como foi desenvolvida a nossa vida neste mundo.
  • Não questione aquilo que o Senhor faz, lembre-se que você é servo e criatura,e o Seu Senhor é Sabio, é Senhor, é Criador. Ele pode modelar aquilo que criou conforme lhe agrada. Logo, Ele não precisa dar satisfação a você das coisas que faz e nem precisa realizar seus planos dentro dos limites da sua compreensão dos fatos.
  • Ressalto ainda que não fomos chamados para sermos juízes nas tragédias, mas para praticarmos o amor cristão, exercendo misericórdia com os que sofrem. Por isso, se você tem condições financeiras para contribuir, contribua. Mas não se esqueça de orar, clamando a Deus misericórdia para essas pessoas. E não seja insensível com a dor do próximo, pois “o que se alegra na calamidade, não ficará impune”. Pv 17.5.
  • E se você está enfrentando momento de dor, de tristeza, de perda, sendo provado por Deus, não deixe de confiar nEle, pois Ele é socorro, conforto e consolo nas tribulações.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O Plano de Deus para os idosos.

  • “Quanto aos homens idosos, que sejam temperantes, respeitáveis, sensatos, sadios na fé, no amor e na constância.
  • Quanto às mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias em seu proceder, não caluniadoras, não escravizadas a muito vinho; sejam mestras do bem, a fim de instruírem as jovens recém-casadas a amarem ao marido e a seus filhos, a serem sensatas, honestas, boas donas de casa, bondosas, sujeitas ao marido, para que a palavra de Deus não seja difamada”. Tito 2.2-5.
  • Sabemos que boa parte da população brasileira e mundial é formada por idosos. Homens e mulheres que fazem parte daquilo que denominamos terceira idade ou como preferem alguns, melhor idade. É fato também que os idosos hoje vivem mais e melhor do que viviam no passado e a sociedade tem compreendido que a velhice não faz do homem um ser descartável e inútil, pois a velhice é mais do que enfado e cansaço. Em outras palavras, ainda existe vida, vigor, alegria e prazer para aqueles que estão envelhecendo.
  • No entanto, não há como negar que infelizmente a velhice tem o seu aspecto negativo, Eclesiastes, por exemplo, fala sobre as limitações que a velhice trás aos homens, tirando-lhes até mesmo muito dos prazeres físicos. E para agravar ainda mais este quadro, alguns idosos se tornam criaturas de hábitos não muito admiráveis, ficam mais teimosos; pensam que sabem mais do que realmente sabem, confundem idade com sabedoria, pois nem sempre a idade é sinônimo de sabedoria. E outros ainda vivem como se não precisassem se enquadrar a nenhum tipo de regras de comportamentos. Equivocadamente acham que a idade lhes dá o direito de falar e fazer o que quiserem sem a necessidade prestar contas a Deus daquilo que fazem ou de serem respeitosos, afáveis, amáveis, bem humorados e educados com o seu próximo.
  • Talvez por esta razão que constantemente ficamos sabendo de idosos que tem relacionamentos difíceis com os seus filhos, netos, parentes e até mesmo com os irmãos na fé. Quero ressaltar que não estou negando a culpabilidade dos mais jovens em muitos desses conflitos. Estou simplesmente mostrando que viver de acordo com o padrão Bíblico é uma regra para todos os homens, inclusive para aqueles que estão em uma idade mais avançada.
  • Algumas pessoas equivocadamente pensam que os idosos não podem ser exortados biblicamente, porém este não é o padrão das Escrituras. Observe que a instrução que Timóteo recebe de Paulo quanto aos idosos é que eles deveriam ser exortados com respeito, com carinho e com amor. I Tm 5
  • E agora na carta que foi endereçada a Tito, o apostolo Paulo oferece-nos algumas direções de como devem viver aqueles que estão na velhice. Ou seja, Paulo não só mostra que Deus se interessa pelos idosos, mas descreve também o plano que Deus tem para eles.
  • Positivamente a velhice era para ser um acúmulo de experiências espirituais nos fazendo verdadeiramente ricos. A velhice permite aos homens e mulheres que investem tempo em uma relação de intimidade com Deus o prazer de serem líderes, mentores, modelos e exemplos na fé para os mais jovens. Ela faz com que as pessoas tenham mais capacidade de filtrar a vida e manter aquilo que realmente é valioso. Logo, compreendemos que a velhice quando vivida em Cristo é com certeza um bom momento da vida.
  • É inquestionável a necessidade que temos de ter na igreja pessoas idosas que sejam realmente piedosas, sábias para instruir aos mais jovens mostrando-lhes o caminho da retidão, o caminho da bondade, os valores e as prioridades adequadas da vida. Assim, o envelhecimento dos cristãos é uma bênção. Mas a velhice é uma benção somente para aqueles que de fato caminham na justiça.
  • Por esta razão a instrução que recebemos da carta que foi endereçada a Tito é muito importante para a igreja. Pois não há valor em ser velho, se não for para ser piedoso. Não há valor em ser velho, se não for para ser modelo ou exemplo na fé para os mais jovens. E assim o apóstolo Paulo estabelece características bem específicas que deveriam ser evidenciadas nas pessoas mais velhas da congregação.
  • Paulo entendia que os idosos precisavam ser respeitados, porém deveriam viver em santidade de vida. De acordo com as Escrituras os idosos deveriam ser reconhecidos em sua maturidade não somente pelos cabelos brancos, mas pela sua sensatez, pela dignidade que o faz respeitável, pelo discernimento e sabedoria diante dos desafios da vida, pela boa utilização da língua, usando-a para abençoar as pessoas e não a serviço do diabo, para caluniar e fofocar.
  • Quero encerrar fazendo duas aplicações básicas: 1) Se você é jovem respeite e honre aos mais idosos, sabendo que Deus ordena e se agrada quando fazemos isso. Se você é jovem lembre-se do Senhor na sua mocidade, antes que venham os dias de limitações e cansaços. 2) Se você é idoso, submeta a sua vida à Palavra de Deus, seja exemplo de piedade, de reverência, de temor, de ética e moralidade para os mais jovens. Utilize o seu vigor para honrar e glorificar a Cristo, sendo útil na obra do Senhor.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Discipulado – Uma Arte Esquecida Pela Igreja.

  • Se você fizesse uma retrospectiva de sua vida, você conseguiria pontuar quem são as pessoas que lhe ajudaram a ser quem você é hoje? As pessoas que marcaram e influenciaram a sua vida Cristã? Você se lembra das pessoas que te ajudaram a adquirir maturidade cristã nos seus primeiros anos de conversão? Por outro lado, quais são as pessoas que você tem influenciado? Quantos são aqueles que conheceram a Bíblia através de vocês? Quantos são os que aprenderam a amar e a temer a Deus através das Escrituras e por meio do seu testemunho pessoal demonstrado através de um discipulado formal e informal?
  • Fazendo uma retrospectiva do inicio da minha caminhada cristã, lembro-me que quando Deus converteu o meu coração fiquei ávido por conhecer as Escrituras Sagradas e aprender os princípios fundamentais da fé cristã. Contudo, nos meus primeiros anos de convertido não encontrei ninguém para andar comigo e ensinar-me os passos básicos dessa nova caminhada. Não encontrei ninguém que fosse capaz de me ensinar a orar e a ler com entendimento a Palavra de Deus, coisas simples, mas que são essenciais para aqueles que estão chegando à igreja.
  • Por não ver outro caminho para o meu amadurecimento na fé, decidi comprar alguns livros e buscar conhecer as Escrituras Sagradas sozinho. E o Deus gracioso bondosamente usou esses poucos livros para trazer ao meu coração orientação, maturidade e direção em Cristo.
  • Contudo, este não é o principio primário que Deus estabeleceu para o nosso crescimento na fé; quando olho para as Escrituras Sagradas percebo que e o modelo Bíblico de Cristianismo é o discipulado. Ao chegar à igreja as pessoas deveriam encontrar alguém para andar com elas e ensiná-las a conhecer e a viver através das Escrituras, com o propósito único de agradar e glorificar a Cristo. Alguém que as ajudassem Biblicamente a vencer os medos, os pecados e o desfrutar da intimidade com Cristo.
  • Infelizmente quando falamos em nossas igrejas sobre discipulado algumas pessoas pensam que se trata de um curso preparatório para o batismo e tem dificuldade de entender as dimensões e o tempo de um discipulado. A verdade é que a igreja não tem compreendido que o discipulado é uma tarefa de todas as pessoas e não apenas de algumas pessoas como tem acontecido na atualidade. Além disso, o discipulado não está limitado a um estudo formal, mas ele se estende através de uma amizade madura e constante. As pessoas são ensinadas a guardarem e a praticarem todas as Escrituras não só pela teoria, mas principalmente pela constatação da pratica na vida do discipulador.
  • A ordem de Cristo para a igreja envolve não só o evangelismo de todas às nações, mas também o discipulado daqueles que foram convertidos ao evangelho de Cristo. Se você faz parte da igreja de Cristo, o discipulado é sua responsabilidade.
  • Quero concluir exortando-o a buscar conhecimento nas Escrituras Sagrada para instruir a outros na caminhada Cristã. Se você é casado, solidifique o seu casamento em Cristo, através das Escrituras e, assim ajude biblicamente a outros casais que chegam à igreja precisando de apoio e orientação conjugal. Aprenda a andar com as pessoas e ajudá-las Biblicamente em suas necessidades. Se você tem filhos esforce-se para criá-los na disciplina do Senhor, e assim ajude Biblicamente a outros pais que tenham filhos e que passam por dificuldades na criação dos mesmos. As senhoras, casadas, viúvas, ensinem às mulheres mais jovens a honrar e a amar o seu marido, serem boas donas de casas e criar os filhos na disciplina do Senhor. Os jovens se submetam à autoridade de Cristo e de seus pais, para serem referenciais a outros jovens. É obvio que esses são alguns exemplos, mas existem muitas outras coisas que podem ser feitas, por isso disponha a sua vida para servir a Cristo e ao seu próximo.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Cristo, a Luz Que Dá Sentido Ao Natal.

  • Basta uma pequena volta pela cidade para que fiquemos maravilhados com tantas novidades. Os enfeites natalinos e as luzes coloridas servem não somente para embelezar as ruas, as praças e os Shoppings, mas também para criar na mente e no coração das crianças e dos adultos um mundo de fantasia, imaginação e sonho.
  • O natal deixou de ser uma data em que se comemora o nascimento de Cristo e se tornou uma data festiva como outra qualquer. As pessoas estão envolvidas a tal ponto com as festas, com os presentes, com as árvores coloridas e com o papai Noel, que se esquecem do verdadeiro brilho e significado do natal.
  • A verdade é que se não compreendermos corretamente o verdadeiro sentido do natal, as nossas comemorações natalinas se tornam antropocêntricas e sem nenhuma razão de ser. Sabendo disso, farei duas ponderações sobre a necessidade do nascimento de Cristo, o Salvador dos homens.

  • Cristo é a única esperança de salvação da irá vindoura do Senhor. As Escrituras dizem que o Filho eterno de Deus teve que se encarnar para assumir uma natureza humana com as conseqüências da queda e assim se fazer pecado no lugar daqueles que Deus decidiu salvar. Isso significa que ele assumiu a nossa natureza cheia de miséria por causa do pecado e por causa disso foi tratado como pecador, sofrendo a plenitude da irá de Deus em nosso lugar.
  • Portanto, sem a encarnação do verbo não haveria mediação entre o homem e Deus, pois o mediador precisava ser igual a Deus em sua divindade para satisfazer plenamente a sua justiça, por outro lado, Ele precisava ser igual ao homem em sua humanidade para que pudesse substituí-lo diante de Deus. Antes da encarnação o Filho era apenas divino e por isso não podia substituir os homens diante de Deus, pois Ele não era igual aos homens. Antes da encarnação o Filho não tinha uma alma e um corpo humano sobre o qual poderia vir a irá de Deus. Ou seja, a encarnação de Cristo, encontrou em Deus necessidade, para que houvesse salvação e redenção na terra.
  • E o natal nos ensina que há encarnação descarta qualquer outro caminho de redenção para os homens. Não havia como sair de debaixo da ira de Deus sem que essa ira fosse satisfeita. Somente a encarnação do verbo satisfaria completamente a justiça de Deus, e ao mesmo tempo o faria favorável aos pecadores. Somente através da encarnação do Seu Filho que Deus poderia se mostrar ao mesmo tempo justo e misericordioso.
  • Logo, o natal encontra sentido verdadeiro no próprio Deus, pois natal nada mais é, do que Deus enviando o seu Filho Unigênito ao mundo, para que Ele assumindo o lugar dos homens eleitos satisfizesse a Sua justiça.

  • Cristo é a única esperança de paz e consolo para o coração dos homens. É certo que não há nenhuma outra razão para a vinda do Filho de Deus ao mundo senão para salvar pecadores. E a sua vinda é resultado de um amor que visa somente o bem daqueles por quem Ele se encarnou. E verdadeiramente Cristo é o maior tesouro que o homem pode possuir, pois aqueles que vivem distantes de Deus não têm paz, não tem esperança nem neste mundo nem no por vir, não tem consolo para os seus corações e nem direção para sua vida, ainda que tenham bens materiais, são pobres, cegos e nus. Os homens que não tem compromisso com Cristo vivem ansiosos, angustiados, temerosos pelo que haverão de comer, de beber, de vestir, com medo da vida e da morte.
  • As Escrituras nós dizem que Cristo é o Emanoel, o Deus conosco. Aquele que conhece o nosso coração e as nossas necessidades mais íntimas e ocultas. Portanto, o natal significa Deus se identificando e se compadecendo das misérias dos homens. Natal é sinônimo de esperança para aqueles que vivem ou que viviam nas trevas, mas que agora podem encontrar na Luz de Cristo a direção, o conforto e paz para o seu caminho e para sua vida. Descubra em Deus, o verdadeiro sentido do natal.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Sentimentos que nos assolam nos momentos de dores.

  • Estou meio sem tempo de escrever, mas vou tentar toda semana escolher uma de minhas devocionais para posta-las aqui. Abraço.
"Jesus Chorou" Jo.11.35
  • Quando lemos o Novo Testamento, ainda que a nossa leitura não seja tão aprofundada, não é dificil percebermos que os evangelhos não se preocupam em oferecer uma descrição detalhada da vida de Cristo até o seu minitério. Não conhecemos muitas coisas de sua primeira infância, de sua adolecência e nem mesmo de sua mocidade. Não temos muitas informações sobre como era a sua relação com os seus rmãos, com os seus pais, com os seus amigos, nem mesmo como era o seu convivio na escola e no trabalho, oficina de carpintaria do seu pai.
  • Contudo, mesmo não tendo todas os detalhes da vida de Cristo, estamos certos que todas as etapas da Sua vida foram vivênciada em santidade e honra.
  • E o texto acima é uma bela descrição da intimidade de Cristo, ele descreve o amor, a amizade e a emoçao de Cristo com o sofrimento e agônia de seus amigos. Existem somente dois textos no N.T que mostram Cristo chorando e este é um deles.
  • O pequeno versículo acima faz parte de uma história emocionante de amizade, dor, fé e reverência. O texto esta inserido no relato dramatico vivido por Lazaro e suas irmãs, Marta e Maria. Porém o protagonista deste evento não são esses três personagens, mas o principal personagem do Universo, o Deus que se fez carne, o Emanoel, o Deus conosco. Todas as nossas atenções se voltam para Ele.
  • A história se passa em Betânia, uma pequena aldeia, que ficava próximo de Jerusalém e driga-se de passagem que em Jerusalém ficavam aqueles que desejavam matar a Jesus, por essa razão vemos tanta covardia e egoísmo na frase de Tomé "vamos nós também para morrer com ele (Lazaro)".
  • Analisando este relato quero deter-me em tirar algumas lições apenas dos sete (7) primeiros versículos. Observe que ao perceber a enfermidade de Lazaro a atitude de suas irmãs foi a de avisar a Jesus e isso aconteceu não somente porque Jesus e Lazaro eram amigos , mas porque elas criam que Cristo poderia operar um milagre e resolver toda aquela situação caótica de agonia e dor. "Sim, Senhor,... eu tenho crido que tu és o Cristo, o Filho de Deus que devia vir ao mundo" Jo. 11.27,. Basta você continuar lendo o texto e notará a fé que elas tinham em Jesus. "Se o Senhor estivesse aqui meu irmão não teria morrido" "Mas também sei que, mesmo agora, tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá." Jo. 11.22.
  • Notem ainda que o recado enviado a Jesus tem o seguinte conteúdo: "Esta enfermo aquele a quem amas" E logo em seguida João registra: "ora, amava Jesus a Marta, a sua irmã e a Lazaro".E ainda complementa, "Quando soube que Lazaro estava doente, Jesus ainda demorou dois dias naquele lugar".
Algumas verdades são claramente compreendidas no texto, observe.
  • 1. O fato de Deus nos amar não nos livra do sofrimento. O fato de Deus nos amar não nos livra da dor, nem das dificuldades que é comum a todos os mortais. Na atualidade o evangelho que se tem pregado é que o crente não pode sofrer, onde está escrito isso nas Escrituras? Pelo contrário, mesmo amando a Lazaro, a Maria e a Marta, Cristo não os livrou dá dor causada pela enfermidade e pela morte. Cristo não precisaria ter esperado Lazaro morrer para ressuscitá-lo, poderia tê-lo curado assim que soube de sua enfermidade. Mas mesmo amando-o Cristo não o curou. Nem os livros desse sofrimento imediato.
  • 2. O amor de Deus por nós não pode ser medido pelo nosso bem estar físico. Ao passarmos por momentos de dor, de tristeza, de perda, de enfermidade, de agônia na alma, jamais deveriamos pensar que não somos amados por Deus. Devemos sempre crer no amor de Deus, mesmo que vivamos dias maus. Cristo amava estes irmãos e mesmo assim eles sofreram.Ver João 11. 3, 5.
  • 3. O tempo do socorro de Deus nem sempre é o nosso tempo. A "aparente" demora de Deus em nos socorrer quando passamos por situações dificeis, não pode nos tirar o ânimo e nem a alegria de aguardarmos o livramento do Senhor. Cristo contrala a história, Ele já inclusive determinou o seu final, por isso que as vezes parece que Ele esta demorando em nos responder, a verdade é que o tempo de Deus não é o nosso. Contudo, temos a certeza que Deus sempre age, de acordo ou não com o nosso deseja, mas sempre favoravél a nos, porque no final todas as coisas cooperam para o nosso bem. Ver João 11.6
  • 4. Até o nosso sofrimento tem como alvo a glória de Cristo. Todas as situações que nos envolvem, até mesmo as tragédias, tem proposito final de glorificar a Deus. A gloria de Cristo é o alvo final de todos os contecimentos que cercam o universo e a vida dos homens. As vezes não temos respostas para algumas tragédias que nos abatem, mas uma coisa é certo, o alvo final delas é a gloria de Cristo.Ver João 11.4.
  • 5. Não podemos perder a esperaça de uma intervensão divina, ainda que a sitação pereça fora de controle ou sem solução. Lazaro já havia morrido e aparentemente nada poderia ser feito, mas Cristo é o Deus do impossivel que se importa conosco. Por isso, que não podemos perder a esperança nunca.
  • Muitas outras lições poderiam ser tiradas desses versículos, mas eu espero que este texto sirva para devolver ao seu coração, a fé, a esperança, a força, o ânimo em Cristo.