sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Ensina-me a amar a tua igreja, ó Deus!

No ultimo domingo o grupo de música da igreja Batista da Alagoinha esteve cantando no “Domingão do Faustão”, graças a Deus há muitos anos não assisto este programa, mas tive a curiosidade de assistir na internet especificamente o vídeo que mostrava o momento em que a Ana Paula Valadão, líder do grupo, foi entrevistada pelo Faustão.

Entre muitas das bobagens que esta senhora falou, teve uma que me chamou a atenção. Ao ser questionada sobre usos e costumes nas igrejas evangélicas, ela disse com um imenso sorriso de felicidade que o evangelicalismo atual é bastante diversificado, sendo assim, “você pode encontrar a igreja que combina com você”. A partir deste raciocínio, surgem então algumas perguntas em nossa mente. A primeira delas é se não existe um padrão ou modelo de igreja que agrada a Deus estabelecido pelo próprio Deus? A segunda pergunta é sobre o propósito da igreja, a quem ela deve agradar?Aos homens ou a Deus?

Tenho observado que nos últimos anos as pessoas estão perdendo o respeito, a paixão e o amor pela instituição igreja; cada vez mais se perde o vinculo institucional e denominacional, as pessoas mudam de igreja como se estivessem mudando de roupa e o mais triste em tudo isso é que o critério que elas utilizam para trocar de igreja ou denominação não é a busca pelo conhecimento Bíblico, exatamente porque a igreja deixou de ser um local onde se reúne para adorar a Deus e conhecê-lo através de Sua Palavra, mantendo comunhão com Cristo e com os irmãos na fé. Infelizmente grande parte das igrejas virou consultórios psicológicos que procuram apenas resolver os problemas temporais e emocionais de seus membros.

As nossas igrejas estão descaracterizadas do modelo de igreja que Cristo instituiu no Novo Testamento, são carregadas de tradições humanas, crendices, superstições, resquícios do Catolicismo Medieval e até mesmo elementos do Espiritismo Cardecista. A igreja atual é marcada por uma profunda ignorância das Escrituras, pela dramatização dos cultos e práticas secularizadas e ocultistas. É o sabonete santo, é a rosa que cura, é o óleo que liberta; sem falar das mais diversas campanhas de todos os tipos para todos os bolsos e gostos pessoais.

Como se isso não bastasse, algumas pessoas querem ser crentes sem freqüentar uma igreja. Querem ser cristãs, mas não querem compromissos com a igreja de Cristo. E outros na busca por novidades se esquecem de usar critérios racionais e Bíblicos para avaliarem aquilo que ouvem, por isso, são seduzidos a entrar em qualquer porta, se assentar em qualquer banco da primeira igreja que encontrar pela frente. É comum ouvirmos frases do tipo “você não precisa freqüentar uma igreja para ser um Cristão” ou “a igreja que você freqüenta não tem importância, o que realmente importante é se você serve a Deus” e ainda “Deus não esta em placas de igreja” frase que tentam nós convencer de que não importa qual igreja freqüentamos para servir a Deus. Mas será que realmente a denominação ou a igreja que você freqüenta não importa? Será que Cristo é verdadeiramente glorificado em todas as igrejas que se dizem “evangélicas” espalhadas pelo mundo? Será que o só dizer que prega a Cristo é suficiente para chamarmos de irmão na fé? Será que toda igreja evangélica é Bíblica?

É verdade que Jesus não deixou uma igreja institucionalizada aqui neste mundo. Todavia, ele disse algumas coisas sobre a igreja que levaram seus discípulos a se organizarem em comunidades ainda no período apostólico e muito antes de Constantino. A igreja deveria ser edifica sobre a pessoa de Cristo e tudo aquilo que se desviar da verdade de Cristo é qualquer coisa, menos igreja de Cristo, pois existe uma ligação estreita, orgânica e indissolúvel entre Cristo e sua igreja (Mt 16.15-19; 1Pd 2.4-8). E os seus discípulos deveriam se reunir em igreja regularmente para comer o pão e beber o vinho em memória dEle (Lc 22.14-20). Pregando o seu evangelho a todas as nações em todo o mundo, fazendo discípulos, batizando-os, ensinando-os a aguardarem tudo o que Ele havia mandando.

A conclusão que chegamos é que: a) cristianismo sem igreja não existe. Pode ser até outra religião, composta de pessoas que são incapazes de levarem cativos seus pensamentos à obediência de Cristo; mas não Cristianismo. b) Existe um modelo bíblico de igreja e alguns elementos precisam ser evidentes nas igrejas que confessam o nome de Cristo. O primeiro deles é a Pregação fiel das Escrituras, o segundo é a Ministração correta dos sacramentos e o terceiro a Aplicação efetiva da disciplina. Nenhuma igreja pode ser chamada de igreja de Cristo se não existir compromisso com esses princípios norteadores.

c) Precisa ficar claro que somos os verdadeiros templos de Deus e que a igreja de Cristo é principalmente uma igreja invisível; contudo não podemos menosprezar a instituição igreja que Ele deixou para que nos reuníssemos em adoração a Ele. d) Não podemos fazer de nossa igreja uma feira livre, temos que nos conscientizar da importância do templo físico, pois ele é um local para adorar e prestar culto ao Deus verdadeiro. Sendo assim, silencie-se ao entrar no templo, procure aproveitar todos os momentos para ler a Bíblia e ao orar a Deus que está presente. E você que é Pai ensine o seu filho a ter reverência e a se comportar ao entrar na igreja, no templo não é lugar de brincar, de correr, de gritar é local de adorar reverentemente ao Deus vivo. e) Seja comprometido com a Tua igreja, não seja um telespectador, mas se envolva no trabalho do Senhor, sirva a igreja de Deus com os seus dons, talentos e recursos financeiros.

Um comentário:

Iglesia disse...

meu irmao, sou o Alejandro, obrigado pela ligação!!!
li seu artigo, achei bom!! é importante o que você diz, é verdade a pobreza no evangelicalismo de hoje!!
que triste noticia aquela do comentario infeliz de Ana Paula V.
Deus te abençoe!!!
e vai!!! escreva um livro!!
um abraço!
do chile!!
Alejandro