sábado, 29 de agosto de 2009

Algumas Razões para você não cantar a música "Como Zaquel".

  • Havia resolvido que escreviria uma critica ao Cantico como Zaquel, mas encontrei esta analise bastante coerente escrita por um irmão nosso das Assembléias de Deus, e resolvi coloca-la aqui. Vale apena ler as ponderações que ele faz.
  • "Alguns internautas têm me instigado a analisar a composição “Faz um milagre em mim”. Eu vinha evitando fazer isso, a fim de não provocar a ira dos fãs do cantor que interpreta esse hit “evangélico”. Afinal, vivemos em uma época em que dar uma opinião à luz da Bíblia desperta a fúria daqueles que dizem ser servos de Deus, mas são, na verdade, fãs, fanáticos e cristãos nominais.
  • Resolvi, pois, atender os irmãos que desejam obter um esclarecimento quanto ao conteúdo da canção mais cantada pelo povo evangélico na atualidade, a qual começa assim: “Como Zaqueu, eu quero subir o mais alto que eu puder”.
  • Primeira pergunta para reflexão: Zaqueu, quando subiu na figueira, era um seguidor de Jesus, um verdadeiro adorador? Não. Ele era um chefe dos publicanos, desobediente a Deus e corrupto (Lc 19.1-10). Nesse caso, como um crente em Jesus Cristo, liberto do poder do pecado, pode ainda desejar ser como Zaqueu, antes de seu maravilhoso encontro com Jesus?
  • Segunda pergunta para reflexão: Por que Zaqueu subiu naquela árvore? Ele estava sedento por salvação? Queria, naquele momento, ter comunhão com Jesus? Não. A Palavra de Deus afirma: “E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando. E eis que havia ali um varão chamado Zaqueu; e era este chefe dos publicanos, e era rico. E procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura” (Lc 19.1-3). Ele não subiu na figueira porque estava desejoso de ter comunhão com Jesus, mas porque estava curioso para vê-lo.
  • Terceira pergunta para reflexão: O verdadeiro adorador deve agir como Zaqueu, ou como o salmista, que, ao demonstrar o seu desejo de estar na presença de Deus, afirmou: “Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?” (Sl 42.1,2)? Será que o pecador e enganador Zaqueu tinha a mesma sede do salmista? Por que um verdadeiro adorador desejaria ser como Zaqueu?
  • Mas o hit “evangélico” continua: “Só pra te ver, olhar para ti e chamar sua atenção para mim”. Outra pergunta para reflexão: Será que precisamos subir o mais alto que pudermos para chamar a atenção do Senhor? Zaqueu, segundo a Bíblia, subiu na figueira por curiosidade. Mas Jesus, olhando para cima, lhe disse: “Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa” (Lc 19.5). Observe que não foi Zaqueu quem chamou a atenção de Jesus. Foi o Senhor quem olhou para cima e viu aquele pecador perdido e atentou para ele (cf. Mt 9.36).
  • A atitude de Zaqueu que nos serve de exemplo não foi o subir, e sim o descer, para atender o chamamento de Jesus: “E, apressando-se, desceu, e recebeu-o gostoso” (Lc 19.6). Por conseguinte, pergunto: O adorador, salvo, transformado, precisa subir para chamar a atenção de Jesus? Não. Na verdade, o Senhor está com o contrito e abatido de espírito (Is 57.15). Espiritualmente falando, Ele atenta para quem desce, e não para quem sobe (Sl 138.6; Lc 3.30).
  • Mais uma pergunta para reflexão: Se a atitude que realmente recebe destaque, na história de Zaqueu, foi a sua descida, por que a canção enfatiza a sua subida? O mais lógico não seria cantar “Como Zaqueu, eu quero descer”? Reflitamos. Afinal, como diz uma frase que circula na grande rede, o Senhor Jesus morreu para tirar os nossos pecados, e não a nossa inteligência.
  • A composição não é de todo condenável, pois o adorador que se preza deve mesmo cantar: “Eu preciso de ti, Senhor. Eu preciso de ti, ó Pai. Sou pequeno demais, me dá a tua paz”. Mas, a frase seguinte provoca outra pergunta para reflexão: “Largo tudo pra te seguir”. Estamos mesmo dispostos a largar tudo para seguirmos ao Senhor? E mais: É preciso mesmo largar tudo para segui-lo?
  • O que o Senhor Jesus nos ensina, em sua Palavra? Em Mateus 16.24, Ele disse: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me”. Renunciar não é, necessariamente, abandonar, largar, mas pôr em segundo plano. A própria família pode ser um obstáculo para um adorador. Deve ele, nesse caso, largá-la, abandoná-la? Claro que não! Renúncia equivale a priorizar uma coisa em detrimento de outra.
  • Não precisamos largar a família, o emprego, etc. para seguir o Senhor! Mas precisamos considerar essas coisas secundárias ante a relevância de priorizar a comunhão com Jesus (Mt 10.27). Nesta última passagem vemos que o adorador deve amar prioritariamente o Senhor Jesus, mas sem abandonar tudo para segui-lo! Não confundamos renúncia com abandono. O que devemos largar para seguir a Jesus é a vida de pecado, e não tudo.
  • A canção continua: “Entra na minha casa. Entra na minha vida”. O compositor se refere a Zaqueu, mas não foi este quem convidou o Senhor para entrar em sua casa. Na verdade, foi Jesus quem lhe disse: “Zaqueu, desce depressa, porque hoje me convém pousar em tua casa” (Lc 19.5). Nota-se, pois, que esta parte da canção não é essencialmente cristocêntrica, e sim antropocêntrica. Mais uma pergunta para reflexão: O hit em apreço prioriza a obra que Jesus faz na vida do pecador, ou dá mais atenção ao que o homem, o ser humano, faz para conseguir o que deseja? A canção enfatiza a Ajuda do Alto, ou a autoajuda?
  • Outra pergunta: Um verdadeiro adorador, um servo de Deus, alguém que louva a Jesus de verdade, que canta louvores ao seu nome, não é ainda uma habitação do Senhor? Por que pedir a Ele que entre em nossa casa e em nossa vida, se já somos moradas de Deus (Jo 14.23; 1 Co 6.19,20)?
  • A parte mais contestada da composição em apreço sinceramente não me incomoda muito: “Mexe com minha estrutura. Sara todas as feridas”. Que estrutura seria essa? No Salmo 103.14 está escrito: “... ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó”. Deus, é claro, conhece-nos profundamente. Ele conhece a totalidade do ser humano: espírito, alma e corpo (1 Ts 5.23; Hb 4.12). Creio que o compositor tomou como base o que aconteceu com Zaqueu. O seu encontro com o Senhor mudou a sua vida por completo, “mexeu com a sua estrutura” (Lc 19.7-10). Deus faz isso na vida do pecador, no momento da conversão, e continua a transformar os salvos, a cada dia (2 Co 3.18).
  • Quanto a sarar feridas, o Senhor Jesus de fato nos cura interiormente. Mas não pense que estou aqui defendendo a falsa cura interior, associada a regressão psicológica, maldição hereditária, etc. Não! O Senhor Jesus, mediante a Palavra de Deus e a ação do Espírito Santo, cura os quebrantados do coração, dando-lhes uma nova vida (Lc 4.18; 2 Co 5.17).
  • Diz ainda a canção: “Me ensina a ter santidade. Quero amar somente a ti. Porque o Senhor é o meu bem maior”. Sendo honesto e retendo o que é bom na composição (1 Ts 5.21), Deus, a cada dia, nos ensina a ser santos, em sua Palavra (Hb 12.14; 1 Pe 1.15-25). Além disso, Ele é, sem dúvidas, o que temos de mais precioso mesmo e, por isso, devemos amá-lo acima de todas as coisas (2 Co 4.7; Lc 10.27).
  • Quanto à última frase “Faz um milagre em mim”, o compositor comete o mesmo erro de português constante da campanha de publicidade da Embratel: “Faz um 21”. Na verdade, no caso da canção o correto seria: “Faze um milagre em mim”. E, no caso da Embratel: “Faça um 21”. (...)
  • Diante do exposto, que os pecadores, à semelhança de Zaqueu, desçam, humilhem-se, a fim de receberem a gloriosa salvação em Cristo (Lc 18.9-14). E quanto a nós, os salvos, os verdadeiros adoradores, em vez de subirmos o mais alto que pudermos, que também desçamos a cada dia, humilhando-nos debaixo da potente mão de Deus (1 Pe 5.6), a fim de que Ele nos ouça e nos abençoe (2 Cr 7.14,15)."
Ciro Sanches Zibordi Pastor da Assembléia de Deus - Niterói

9 comentários:

Anônimo disse...

Certo, mas por que não fazer esse análise em todas as musicas evangelicas? Seria interessante, porque essa é a muscia de maior sucesso e não só no meio evangelico. E criticar somente essa musica, me faz pensar em outra coisa.

Eurípedes Araújo Dantas disse...

Meu caro amigo Anônimo...essa não foi a primeira análise feita neste blog e podemos fazer várias outras...será um prazer.
Quanto ao sucesso dessa música não me causa nenhum desconforto. A música "Eguinha Pocotó", também fez sucesso e nem por isso vou analisar a letra aqui. E para mim, guardada as proporções, essa música é tão danosa quanto "equinha pocotó".
O problema não é a falta de capacidade de análise do não crente.. o problema maior é a incapacidade de critica daqueles que se dizem "evangelicos" que hoje cantam qualquer coisa e acham que estão adorando a Deus e que Deus é obrigado a aceitar a sua adoração. O argumento sempre é o coração sicenro. Verdadeiramente não conhecem as Escrituras.
Modesta parte conheço muito bem o mercado gospel brasileiro. Poderia fazer aqui uma lista daquilo que não presta e que tem sido cantado nas igrejas. Conheço os cantores e as músicas de sucesso no meio gospel. Portanto, falo com propriedade de causa, e não faço critica por critica, minha critica não é ao cantor em si, ainda que tenho meus pensamentos a respeito dele. Mas meu propósito e chamar a atenção para a fragilidade teologica dos evangelicos.
Se você quiser enviar alguma música para análise dentro das minhas limitações posso tentar fazer.
abraço

Katia disse...

é facil ficar ai julgando o trabalho dos outros...pq vc ñ perde seu tempo evangelizando e deixa essa parte pra Cristo...o julgamento.o q está aqui para criticar deveria está aqui na hora de fazer!!!fica esperto!!!e abra mais sua mente ela tá atrofiada!!!

Anônimo disse...

Eu desconsidero essa sua analise, você juga o que Zaquel era, Cristo não fez isso.E qunado quando a musica diz: " como Zaqueu....".
Refere-se ao desejo que todos temos que ter,de querer ver a Jesus.Zaqueu desejou, foi criativo, buscou, enfrentou a multidão...
Por isso como Zaquel eu quero subir...Em outras palavras;. quero ter o desejo de ver a Cristo, quero enfrentar a "multidão",
ser criativa nesta busca.Para não não é importante quem fomos, mas quem queremos ser...

Anônimo disse...

Eu desconsidero essa sua analise, você juga o que Zaquel era, Cristo não fez isso.E quando a musica diz: " como Zaqueu....".
Refere-se ao desejo que todos temos que ter,de querer ver a Jesus.Zaqueu desejou, foi criativo, buscou, enfrentou a multidão...
Por isso como Zaquel eu quero subir...Em outras palavras;. quero ter o desejo de ver a Cristo, quero enfrentar a "multidão",
ser criativa nesta busca.Para Cristo não é importante quem fomos, mas quem queremos ser...

SARÇA ARDENTE disse...

Nem todas as músicas gospel devem ser cantadas, dependendo do que a letra de tal música está escrito. Pois não deixa de se um pedido, uma prece,uma oração e Deus atende mesmo que alguém cante "mexe com minha estrutura". Terrível coisa é Deus mexer com nossa estrutura. Deus conhece nossa estrutura. "Como Zaqueu"implica em não ser igual, mas semelhante. >>Deus atende a quem pede. Conheço uma irma que continuamente cantava isso em seguida então após uns meses, seus dois irmãos morreram e depois sua mãe, ficou muito abalada e reconheceu o poder do cântico influenciar nas vidas de quem cantam músicas bonitas .Ninguém é obrigado a acreditar nesta história. Fiquem com Deus

Anônimo disse...

Não foi um julgamento, foi uma análise com base num respaldo bíblico. Vá estudar a bíblia querida irmã, está faltando isso para você abrir seu campo de conhecimento. E outra, a própria palavra de Deus diz que eu posso sim julgar. Leia João 7. A Paz de Cristo!

willtaires2097@gmail.com disse...

Sensacional!!!
Excelente análise Bíblico.
Jesus disse: Errais, em não conhece as Escrituras nem o poder de Deus✋

willtaires2097@gmail.com disse...

Sensacional!!!
Excelente análise Bíblico.
Jesus disse: Errais, em não conhece as Escrituras nem o poder de Deus✋