domingo, 17 de maio de 2009

Como está o seu tempo de oração?

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Ao fazer uma rápida leitura da sociedade e também de nossas igrejas, percebemos que apesar de estarmos vivendo numa época de grandes progressos científicos, tecnológicos e culturais, a nossa maior desculpa para não priorizarmos as questões fundamentais da vida é tempo, o que mais nós falta é tempo para as questões primordiais da existência humana. Sabemos que todos esses avanços científicos e tecnológicos têm o propósito de facilitar a vida dos homens, ajudando-os em suas tarefas cotidianas, inclusive com o objetivo de proporcionar-lhes uma melhor qualidade de vida, ou seja, mais tempo livre para as coisas que realmente importam, contudo, na prática a realidade é diferente. O que nos leva a fazer algumas perguntas: Onde temos investindo o nosso tempo? No que temos investido o nosso tempo? Porque nos falta tempo para as coisas importantes da vida? No que gastamos mais tempo?

A Verdade é que estamos tão sufocados com as nossas atividades cotidianas que não conseguimos estabelecer em nossa vida uma ordem de prioridades para o investimento de nosso tempo, considerando aquilo que realmente seja essencial para a nossa existência. Então investimos todo nosso tempo e prioridade no que deveria ser secundário em nossa vida. Uma realidade bem semelhante a historia de Marta e Maria, Lc 10.38-42; estamos sempre muito ocupados, para aquilo que realmente importa. Vou exemplificar para você: O jovem não tem tempo para vir à igreja porque está estudando para o vestibular, quando ele passar na faculdade não terá tempo porque estará fazendo os trabalhos da faculdade, quando terminar a faculdade não terá tempo porque estará trabalhando, ou seja, nunca terá tempo se as coisas de Deus não forem prioridades na vida dele, assim também será com relação à família e as outras prioridades da vida.

Fazendo essa leitura percebemos que é cada vez menor o tempo que dedicamos para as nossas relações, sejam elas familiares (marido e mulher, pais e filhos), de amizades saudáveis (manutenção das que temos e construção de novas amizades), de comunhão com a igreja (através da participação nas programações e da dedicação dos dons e talentos no trabalho do Senhor) e a mais grave de todas as situações, nos falta tempo suficiente para uma vida de comunhão com Deus (leitura da Bíblia e oração) pelo menos esta e a desculpa que mais usamos para negligenciarmos as nossas responsabilidades.

Diante disso pergunto: Quais são as suas prioridades? (seu trabalho? Seus filhos? Seu carro novo? Sua casa nova? Etc.) Qual é o lugar da oração em sua vida? Qual a importância que uma vida de comunhão com Deus tem para você? Qual é o lugar que Deus ocupa em sua ordem de prioridades? Qual o lugar que o reino de Deus ocupa em seu coração? O primeiro? A verdade é que nem sempre temos facilidade para respondermos tais perguntas. E talvez na teoria Deus até seja sua prioridade, mas na prática a realidade pode ser outra, Deus e seu reino podem estar sufocados em seu coração em meio a tantos planos e projetos e prioridades que você estabeleceu, dos quais eles (Deus e o reino) não têm a primazia.

Agora uma coisa é fato, é impossível negar que o nosso cristianismo definitivamente não seja testado pelo caráter da nossa vida de oração. É obvio que não estou diminuindo a importância do conhecimento. Pelo contrário, o que estou dizendo é que o teste definitivo da minha compreensão do ensino bíblico é a quantidade de tempo que eu gasto em oração. Quanto mais teologia eu conheço, mais ela deveria me guiar na busca de comunhão com Deus. Não se trata de conhecer sobre Ele, mas de conhecê-lO experiencialmente, através da comunhão com Ele. Se todo o meu conhecimento de Deus não me conduz à oração, certamente há algo de errado com ele. O valor do conhecimento que temos do Senhor Jesus, está na compreensão e no valor que damos a oração.

Se você quiser saber o conceito que um povo tem de Deus, preste atenção na sua vida de oração. Pois é impraticável ter um conceito correto de Deus revelado nas Escrituras e não gastar tempo em comunhão com Ele. Portanto, quanto mais conhecermos pelas Escrituras o Deus que se revelou na Pessoa de Jesus Cristo, quanto mais conhecermos o seu ser, os seus atributos, mais certeza teremos que isto determinará e influenciará a nossa relação com Ele. Como sabemos, a teologia precede a ética, ou seja, o nosso comportamento, os nossos valores e prioridades que estabelecemos são reflexos ou expressões do conceito que temos de Deus.

É importante que aprendamos de uma vez por toda que oração é um meio de comunhão com o Senhor e não um meio de conquistar nossos desejos desordenados. Tiago 4:3 nos diz: “Pedis e não recebeis porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.” Porém é obvio que o nosso relacionamento com Deus determina a nossa saúde emocional, reorganiza nosso mundo interior e determina os nossos relacionamentos pessoais. Por isso, busque comunhão com Deus através da oração e encontrará nEle, conforme sua muita misericórdia conforto, consolo nas tribulações, curas emocionais e físicas.

Que Deus nos dê graça para amarmos a sua vontade e que as nossas orações cada vez mais sejam determinadas pelo conceito que temos do plano eterno de Deus. É obvio, que Deus poderia cumprir sua vontade sozinho, mas preferiu nos incluir no seu plano, como um meio que ele usa para determinar os fins, sendo assim, entendemos que a oração não é uma forma de mudá-lo e fazermos a nossa vontade, mas de adorá-lo, nós adequando a Ele e a seus planos.

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